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O CAMPO DO GRUPO DESPORTIVO COVA-GALA DESDE 1976

Estávamos em 1969. A rivalidade entre as povoações de Cova e Gala era bastante acentuada. Os Evangélicos, através do pastor Esperança chamavam a estas povoações de “Cova da Gala”, o que foi continuado pelo Reverendo João Neto.

Nesta altura o Desportivo Clube Marítimo da Gala tinha acabado de perder o seu campo de futebol. A Câmara Municipal da Figueira da Foz tinha vendido o terreno, onde este se encontrava, á TERPEX.

Dois directores (José Vidal e Manuel Afonso Baptista) do Desportivo Clube Marítimo da Gala – Centro de Recreio Popular Nº72 – resolveram ir à Direcção Geral das Florestas e pedir ao sr. Engenheiro Gravato a cedência duma fábrica em ruínas que existia no Cabedelo. O sr. Eng. Gravato disse-lhes que podiam fazer o campo nessas instalações velhas, mas que teriam também de pedir a alguém na Casa dos Pescadores de Buarcos, visto eles se intitularem com direitos à dita fábrica.

Juntaram-se a estes dois directores mais alguns elementos, tais como Manuel Curado, Inácio Pereira e outros ligados ao sector da pesca. Atendidos pelo sr. Tomás, este disse estar na disposição de ceder as instalações, tanto mais que ambas as entidades as reclamavam para si e assim a partir dessa data ficariam para as povoações de Cova-Gala.

Estando este caso esclarecido, foi então feito um peditório pela povoação para o aluguer duma máquina de terraplanagem, a qual serviu também para o início da abertura duma ligação à praia da Cova (hoje Rua do Mar) e outros caminhos. Os primeiros montes de solão, cedidos pelo sr. Manuel Paralta (padeiro) vieram de Lavos, trazidos por batéis para a borda do rio e dali carregado para o campo de futebol.

Era o princípio do fim da rivalidade que existia entre a Cova e a Gala. Foram tempos difíceis para se avançar com a feitura do campo. O solão não havia em abundância e o saibro também não estava muito em uso. Foi preciso esperar mais alguns anos, até que alguém, com vontade férrea de vencer estas rivalidades fez vingar a ideia da vivência pacifista. Foram eles, os fundadores do Grupo Desportivo Cova-Gala. Foram eles, que mais do que construir um campo e uma equipa de futebol, tinham em mente a unificação total destas duas povoações.

Carlos Pereira Mano – A Humildade de Um Homem que Muito Deu ao Desporto da Cova Gala

Carlos Pereira Mano ” O Lhitas “.  Como reza a história do Grupo Desportivo Cova-Gala, foi um dos fundadores do Cova-Gala que desde o início da fundação do Clube se entregou de corpo e alma ao estímulo pela prática do bom futebol, como desporto, para crianças. Ainda hoje, quando com ele falamos, o sentimento desses dias de alegrias e tristezas lhe enchem a boca com memórias de boas recordações. Os meus ricos meninos – diz ele com saudade, enquanto os tenta, um a um,  visualizar em pensamento. Sempre me obedeciam! Eram meigos e faziam tudo que lhes pedia. Gostava muito deles. Até mesmo os mais velhinhos, os seniores, gostavam muito de mim. Mas não admira pois eu também lhes fazia todas as vontades. 
Tratava-lhes da roupa, das botas, dos equipamentos, enfim, de tudo! Depois havia o resto do pessoal. 
Tínhamos um bom grupo na Direcção pronto para trabalhar, apesar das dificuldades nesse tempo serem muitas. Hoje em dia têm tudo, nada lhes falta, mas mesmo assim parecem insaciáveis. Querem mais e mais e do bom! Nesse tempo, até com bolas todas estafadas e com a câmara de ar à vista a sair pelos gomos ainda se treinava. Mas deixa lá, os nossos meninos merecem tudo

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A Importância da Formação

Ao longo  dos anos, o Grupo Desportivo Cova-Gala sempre se assumiu como um Clube de formação de atletas e de homens.

Carlos Daniel, é com prazer que o constatamos,  fez  parte da sua formação – 2 anos na categoria de Infantis – no nosso Clube, tendo a seguir rumado ao Benfica, onde jogou enquanto juvenil.

Depois, na continuação do seu percurso, esteve no União de Leiria, onde se estreou na I Liga com apenas 16 anos – se não foi o mais jovem de sempre, foi de certeza um dos mais jovens a estrear-se na maior prova do futebol nacional.

Esta época, assinou o seu primeiro contrato como profissional, pelo S.C. Marítimo do Funchal . Nesse sentido, o Cova-Gala já começou a ter algum retorno do investimento que fez com o Carlos Daniel, a quem aproveitamos para desejar as maiores felicidades na sua vida pessoal e profissional.

Carlos Daniel

A importância da formação (II)

Grupo Desportivo Cova-Gala – Campeão Distrital em Infantis, época 2006/2007

campeao distrital infantis

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